Em 2023, realizamos o primeiro diagnóstico de cultura de segurança do grupo EcoRodovias. O trabalho começou pela compreensão do nível de maturidade da organização e deu origem ao planejamento estratégico para 2024, 2025 e 2026. A partir dessa leitura, definimos os pilares que precisavam ser desenvolvidos e organizamos o apoio à implantação.
O projeto envolve aproximadamente 6 mil funcionários próprios e mais de 15 mil profissionais de empresas contratadas. Como conduzir esse trabalho entre concessões e empresas com suas próprias equipes e rotinas? Essa questão acompanhou a execução, desde a participação das lideranças no desenho das ferramentas até a maneira de trabalhar com as contratadas.
Segurança nas concessões e nas contratadas
Dois públicos envolvidos no projeto de transformação da cultura.
O projeto envolve aproximadamente 6 mil funcionários próprios e mais de 15 mil profissionais de empresas contratadas. São patamares de alcance informados, não contagens de pessoas treinadas.
Cada traço representa mil profissionais. A seta indica que o grupo de contratadas ultrapassa 15 mil.
A liderança participa da construção
Minha atuação reuniu o diagnóstico, o desenho do planejamento estratégico e a mentoria da implantação. Com o suporte técnico da HS Brasil e seus profissionais, criamos uma estrutura para apoiar a execução do projeto e a arquitetura das ferramentas.
Para cada pilar do planejamento, organizamos uma arena de trabalho: grupos de até 12 pessoas, conduzidos pela alta liderança e com a participação da média liderança de todas as concessões. Nesses grupos, desenvolvemos as ferramentas e apoiamos sua implementação. A participação começava no desenho do que seria implantado e seguia durante a execução. Era uma escolha sobre como conduzir o projeto: envolver as lideranças nas decisões de cada etapa, com mentoria e suporte técnico ao longo do trabalho.
Proteção Ativa como competência
A competência Proteção Ativa foi criada dentro desse projeto. Os profissionais passaram a ser avaliados pela maneira como viviam a segurança como valor em sua rotina diária. Quando esse valor entra na avaliação, é preciso examinar como ele se expressa na atuação das pessoas. Essa foi uma das escolhas do projeto para trabalhar a relação entre a segurança declarada pela organização e o que se espera de cada profissional no cotidiano.
Como começamos o trabalho com as contratadas
Para atuar com as empresas contratadas, definimos quais grupos seriam priorizados. Como mentora, participei dessa escolha, considerando a quantidade de pessoas envolvidas, o grau de risco da atividade, o valor e a duração dos contratos. Esses critérios orientaram o recorte do trabalho em uma população de mais de 15 mil profissionais.
Colocamos consultores regionais para apoiar a implantação. No primeiro ano, desenvolvemos as ferramentas do projeto de transformação da cultura dentro da EcoRodovias e as levamos às empresas contratadas. Ampliávamos, dessa forma, o trabalho iniciado nas concessões.
Durante a implementação, percebemos que as contratadas ainda precisavam compreender quais reflexões deveriam fazer sobre sua própria cultura. Levar as ferramentas até elas tinha aberto uma frente de trabalho que pedia esse aprofundamento: cada empresa precisava examinar sua realidade e entender o que deveria desenvolver.
Planos construídos a partir de cada empresa
Fomos, então, às contratadas com uma metodologia de diagnóstico de cultura de segurança específica para elas. A partir dessa leitura, passamos a apoiá-las na construção de planos próprios.
Esse foi um ajuste importante na implantação. Tínhamos começado levando as ferramentas desenvolvidas no projeto da EcoRodovias. O trabalho passou a incluir um diagnóstico voltado à realidade das contratadas. A organização contratante entrava em sua cadeia de fornecedores para provocar reflexões e apoiar o desenvolvimento dessas empresas. Estamos acompanhando os primeiros benefícios dessa etapa.
Resultados e continuidade
Ao longo do projeto, observamos maior engajamento da liderança e redução da acidentalidade. As práticas proativas de segurança também vêm se fortalecendo, junto ao trabalho de sustentar a segurança como valor na organização.
O projeto segue em andamento dentro do planejamento de 2024 a 2026. Os investimentos nas concessões ampliam a presença de terceiros, e o apoio aos diagnósticos e aos planos próprios das contratadas continua sendo uma das frentes da implantação.
