Desde 2023, atuo no programa de transformação da cultura de segurança da Clealco e estou no quarto ano desse trabalho. Em uma empresa em reestruturação, com um histórico de recuperação judicial, trabalhamos o fortalecimento das lideranças e a clareza sobre seu papel.
Uma ideia tem orientado minha atuação: precisamos ter coragem para ser simples. Isso exige conhecer o público com quem falamos e que queremos envolver no cuidado com a segurança. Quando desenhamos uma ferramenta, precisamos considerar quem vai utilizá-la e o entendimento que queremos construir.
Profundidade na simplicidade
Tenho questionado a ideia de que um documento precisa de 40 páginas para ser consistente. Em um ambiente marcado pela burocracia, o volume de informação pode acabar ocupando o lugar da conversa que precisamos ter com as pessoas. A consistência do trabalho precisa aparecer na profundidade dessa conversa e na clareza que ela oferece.
Na Clealco, estamos levando esse raciocínio para o desenho e o piloto de ferramentas simples. Buscamos engajamento e esclarecimento, preservando o conteúdo que precisa ser compreendido. Considero essa proposta inovadora para o setor sucroalcooleiro.
APR e diálogos operacionais de segurança
Entre as ferramentas trabalhadas estão as análises preliminares de risco (APR) e os diálogos operacionais de segurança. Temos buscado formas simples e fortes de utilizá-las, para ajudar as pessoas a discutir riscos e esclarecer o que precisam compreender para atuar com segurança.
É esse diálogo que orienta o desenho, em vez de tomar o preenchimento de um documento como fim do trabalho.
