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TRANSCRIÇÃO COMPLETA · EPISÓDIO 5

Um hábito, uma revolução

Charles Duhigg, em O Poder do Hábito, descreve o caso Alcoa como o exemplo clássico de hábito-chave. Como uma única decisão repetida todo dia desencadeou uma transformação em cadeia que mudou comunicação, padronização, transparência e o próprio modelo operacional da companhia.

E essa é a história de Paul O'Neill. Vamos conhecer quais eram os seus hábitos-chave quando ele decidiu por essa obsessão em zerar os acidentes, o que de fato ele desencadeou. "A meta aspiracional definida pela liderança máxima, seja ela quem for, é que teremos um ambiente de trabalho livre de acidentes. Essa é a manchete.
Episódio
Episódio 5
Duração
3 min
Contexto
O legado
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Algumas mudanças organizacionais começam a partir de grandes estratégias, outras simplesmente a partir de um hábito. Agora imagina se esse hábito é um hábito-chave, conforme descrito por Charles Duhigg em seu livro O Poder do Hábito. A ideia central é simples, mas extremamente poderosa. Alguns hábitos têm o poder de desencadear uma transformação em cadeia dentro de uma organização ou de uma pessoa.

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E essa é a história de Paul O'Neill. Vamos conhecer quais eram os seus hábitos-chave quando ele decidiu por essa obsessão em zerar os acidentes, o que de fato ele desencadeou. "A meta aspiracional definida pela liderança máxima, seja ela quem for, é que teremos um ambiente de trabalho livre de acidentes. Essa é a manchete."

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Mas não para por aí. Esse é apenas o ponto de partida para um plano de ação colocado em prática todos os dias. Quatro comportamentos ele desencadeou de modo automático. Ele criou mudança na forma como as pessoas enxergavam e viviam a segurança e se comportavam. Ele criou disciplina nova quando o assunto era a segurança como uma condição básica para que qualquer trabalho, qualquer atividade fosse realizada.

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Ele alterou a forma como as pessoas pensavam e tomavam decisão sobre segurança. Ele construiu um novo modelo de cultura operacional. Agora, como isso se refletiu no dia a dia operacional? Primeiro, todos os acidentes deveriam ser reportados diretamente a ele. O aprendizado precisava ser imediato. E por último, nenhum trabalhador deveria vir ao trabalho e voltar para casa lesionado, machucado, ou simplesmente não retornar para sua casa.

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Com isso, a empresa foi obrigada a mudar várias outras coisas, não só simplesmente a segurança. Primeiro, a comunicação precisou ser mais rápida entre os diversos níveis hierárquicos. Os processos precisavam ser disciplinados. A padronização dos procedimentos era essencial, o respeito pela linha de frente precisava ser demonstrado e a transparência precisava ser radical.

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Ou seja, para melhorar a segurança, o sistema inteiro precisou melhorar. Com os resultados de produtividade, acidentes que diminuíram drasticamente e o valor da companhia que se multiplicou algumas vezes, o caso do Paul O'Neill se torna uma história clássica de como a liderança pode sim ativar a transformação da sua cultura.